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Palhoça dá início a uma nova fase do programa Ciclo

Distribuindo produtos de higiene íntima em unidade de saúde desde 2020, agora o programa chega às escolas municipais

aea1849ca31e912e8a5e3047d1edc5d8.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO/PMP

A Prefeitura de Palhoça está ampliando as ações do programa Ciclo. Além da distribuição de produtos de higiene íntima, disponíveis em todas as unidades básicas de saúde, o eixo “Ciclo nas Escolas” vai levar informação a alunas do 5º ao 9º ano da rede municipal de ensino, com foco na saúde e na higiene feminina e na educação menstrual. O primeiro ato desta nova etapa foi uma palestra que a médica ginecologista obstetra Dra. Maristela Terezinha Francener ministrou a orientadores de escolas municipais na tarde de terça-feira (28), no auditório da Faculdade Municipal de Palhoça (FMP).

O assunto está em pauta na administração pública. Enquanto iniciativas semelhantes são cogitadas em esfera nacional e também na região metropolitana, Palhoça já comemora nove meses de projeto. Desde dezembro do ano passado, a Prefeitura já distribuiu gratuitamente 7.600 unidades de absorventes para 288 mulheres palhocenses. “Como gestores públicos, nós podemos fazer as verdadeiras transformações na sociedade, mas o que mais toca nosso coração são os programas sociais que a gente realizou pelo município, e o Ciclo é um deles. Hoje, o prefeito Eduardo Freccia está dando continuidade a este trabalho e nós já estamos com esse programa há praticamente um ano no município de Palhoça, e eu fico muito feliz que outros municípios agora estão tendo a mesma ideia, a mesma iniciativa, e um exemplo é o município de Florianópolis, capital dos catarinenses. Então, Palhoça vem liderando, vem dando exemplo de como fazer a coisa pública, transformar e ajudar a vida das pessoas mais necessitadas”, comentou Camilo Martins, coordenador de Projetos Especiais da Prefeitura de Palhoça.

Foi o próprio Camilo quem teve a ideia de lançar o programa: em uma viagem internacional, o então prefeito de Palhoça leu um artigo que falava sobre as dificuldades que mulheres e meninas de baixa renda enfrentavam para terem acesso a produtos de higiene íntima. No Brasil, a situação é preocupante: cerca de 1,5 milhão de brasileiras vivem em residências sem banheiro; uma em cada 10 meninas perde aula quando menstrua; cada aluna perde em média 45 dias de aula no ano letivo por conta do período menstrual; uma mulher gasta entre R$ 3 mil e R$ 8 mil, ao longo de sua vida menstrual, com absorventes.

Sensibilizado, Camilo encomendou uma pesquisa aos profissionais do Palhoça Lab, o laboratório de inovação mantido pela Prefeitura, formado por administradores públicos que têm a missão de desenvolver alternativas inovadoras para questões específicas levantadas pela gestão municipal. A equipe do Palhoça Lab percebeu que a “pobreza menstrual” está relacionada à falta de informações e de recursos financeiros para aquisição de absorventes higiênicos femininos. Com base nas informações coletadas, foi organizado o programa Ciclo.

Primeiro, o Ciclo funcionou como uma espécie de piloto, em três unidades básicas de saúde (UBS) especialmente selecionadas. Depois, o projeto se expandiu e hoje os produtos de higiene íntima são distribuídos em todas as UBS do município. E agora, com o início da capacitação dos gestores escolares, foi iniciada uma nova fase do programa, o Ciclo nas Escolas.

Líderes da rede de ensino municipal foram reunidos no auditório da FMP na tarde desta terça-feira (28), onde receberam as orientações da Dra. Maristela Terezinha Francener, que desde 2002 faz parte do quadro da Secretaria Municipal de Saúde. Além do coordenador Camilo Martins, o evento contou com a presença do prefeito Eduardo Freccia e do secretário municipal de Saúde, Rosiney Horácio. “É um projeto que me emociona, porque muda a realidade e traz dignidade a essas meninas e mulheres”, expressou o secretário de Saúde.

“Agora iniciamos uma nova etapa desse programa, que vem discutir esse importante assunto, que na maioria das vezes é um tabu para essas meninas e para os pais dessas crianças. Se nós queremos uma mudança na sociedade, uma mudança de pensamento, nós precisamos começar a discutir esse assunto, devagar, com muita paciência e com muita cautela, para que deixe de ser um tabu. Falo isso como um pai de uma menina de 14 anos, e para mim também foi difícil aprender com ela sobre esse novo momento”, relatou o prefeito Eduardo.

Em sua palestra, a ginecologista obstetra falou sobre alguns pontos importantes neste debate: a compreensão da fase da vida das alunas, com a puberdade e o início da adolescência; a compreensão do ciclo menstrual e do aparelho genital feminino; a incidência de puberdade precoce; a desmistificação do tema, com o objetivo de que deixe de ser um tabu; e o papel do educador neste período de desenvolvimento. “Às vezes, o educador vai fazer o papel que o pai e a mãe não conseguiram fazer, porque não sabemos como funciona a casa desta menina, como é a dinâmica familiar. Ela já vem com esclarecimento ou não? Eu fico imaginando uma menina que nunca ouviu falar direito de menstruação e daqui a pouco ela começa a sangrar. Conheço histórias de meninas que achavam que estavam com uma doença muito grave. Então, nosso papel, como educadores, é o de acolher e orientar, e para isso, precisamos usar uma linguagem que a criança entenda”, explica a doutora Maristela.

Além da realização de palestras para capacitação dos profissionais da educação da rede municipal sobre a temática, com o objetivo de fornecer informações importantes para entender, ajudar e acolher as alunas durante o período menstrual, o eixo Ciclo nas Escolas tem outros três objetivos: a realização de palestras para alunas da rede municipal de ensino (do 5º ao 9º ano escolar, com idades entre 10 e 15 anos) sobre higiene feminina e educação menstrual, com a intenção de disseminar assuntos básicos e necessários, relacionados à saúde; o combate à pobreza menstrual nas escolas, por meio da disseminação de informações sobre o período menstrual e da distribuição de kits de absorventes higiênicos femininos (diurnos e noturnos), mensalmente, para as meninas que já menstruam; e a redução no número de faltas das alunas em dias letivos por conta do período menstrual, evitando prejuízos relacionados à aprendizagem e ao rendimento escolar.

“Como é importante pensar na saúde das nossas meninas e é muito bacana trazer as nossas escolas para este debate”, finaliza Suzana Souza, coordenadora do setor de Ensino Fundamental da Secretaria de Educação de Palhoça, também presente no evento.



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Créditos: DIVULGAÇÃO/PMP DIVULGAÇÃO/PMP DIVULGAÇÃO/PMP
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