8303186e49e5e2826970710239a3acb2.jpeg Escritórios de contabilidade são surpreendidos com autuações que ultrapassam R$ 300 mil em Palhoça

b0e9adcf48fe7d543a13e5874470d0f4.jpeg Planning Comunicação completa um ano de atuação em Palhoça

258c0d6f9b1a3c347f62d8b35a5113df.jpeg Alagamentos mobilizam equipes da Prefeitura e dos Bombeiros

6c71bc211e287a2f5ab766b5feab88fb.jpg Jean Negão defende subsídio ao transporte, mas exige renovação da frota como contrapartida

608a09476df945d09c3d51a379a0f46a.jpeg Cuidado e arte: pintura gestacional é oferecida a gestantes de Palhoça

452d7b2221ac94714721c3a11b48eac6.jpeg Filme palhocense ‘Presente’ terá sessões gratuitas em diferentes pontos da cidade

8e7014fb432b9e4e96130d5d5b12af18.jpeg Palhoça tem programação para todos os públicos, em diversos pontos

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

815e2c79201e1010aef78b887dc69bce.jpeg Marcos Túlio: atleta com história em Palhoça e carreira internacional é destaque na Gulf Magazine

A realidade empresarial em tempo de pandemia

Artigo enviado pelo advogado Willian Medeiros de Quadros, sócio da Silva e Silva Advogados Associados

41ba30ab7b5b5f1caf82dcc9adc2f13a.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Willian Medeiros de Quadros* 

 

O presente ensaio objetiva refletir, em termos críticos, a respeito da abrupta e equivocada restrição empresarial imposta pelos estados e municípios no Brasil. Sobretudo, refletir, sem egoísmo e individualismo, encontrando o equilíbrio necessário para, ponderadamente, enfrentarmos a epidemia salvando vidas e preservando a combalida economia brasileira.

Como público e notório, a pandemia do Covid-19 vem impactando os negócios de pequenos, médios e grandes empresários de maneira implacável e avassaladora. Estarrecidos diariamente, vivemos as tristes consequências da ausência de politicas econômicas sérias de municípios e estados, que levem em conta peculiaridades locais.

Consabido que o risco de contribuir para o avanço da epidemia vem colocando em xeque a continuidade da atividade econômica, com o fechamento de importantes atividades empresariais, ficando em pleno funcionamento apenas atividades tidas aleatoriamente essenciais. E, como é consabido, não vender e não produzir pode significar desemprego e falência de muitos. Simultaneamente, percebemos os consumidores distantes, naturalmente ocupando-se de suas necessidades imediatas de segurança, saúde e alimentação. 

Nossos governos federal, estaduais e municipais vêm tomando medidas drásticas e necessárias em direção ao isolamento social, o que não impede a imediata retomada racional, ponderada e necessária das atividades empresariais (indústria e comércio).

Com o devido respeito, o comando arbitrário, imperativo e total de paralisação das empresas coloca em risco não só a continuidade da atividade produtiva, mas, lamentavelmente, a demissão em massa de milhares de operários que necessitam do trabalho para o sustento da família.

Com efeito, o que se vê durante todo esse período de confinamento, em vez do bom senso, é uma verdadeira anarquia de informações, muita falação e pouca efetividade de ações. Muita incerteza - o que seria natural, pelo momento tenso em que estamos vivendo. 

Via de regra, governadores e prefeitos, ao invés de administrar coerentemente a situação da pandemia, vêm se aproveitando do momento para fazer política partidária. Muitos jogando claramente para os seus eleitores, aproveitando-se da situação de decretação do estado de calamidade pública, o que desobrigou os gestores públicos de cumprir a meta de resultado primário para o ano.
Restrições, neste ínterim, que apenas poderiam ser dirigidas à população acaso demonstrada sua efetividade, proporcionalidade e necessidade. 

Não se prega, como sustentado por muitos, incentivar a circulação de pessoas ou aglomerações de qualquer natureza, mas única e exclusivamente a possibilidade do empresário produzir,  trabalhando, gerando bens e serviços em benefício da economia e dos consumidores. Evidentemente, tal se daria na forma estabelecida pelos decretos presidencial, estadual e municipal, resguardando o interesse público, salvando vidas e a economia, mantendo vivas as empresas, mesmo com reduzido faturamento, promovendo sua subsistência e a de seus funcionários.

Estatisticamente, por exemplo, no Brasil, morrem cerca de 3.500 pessoas por mês de acidente de trânsito, o equivalente a 42 mil pessoas por ano. 

Também, com relação ao coronavírus, a letalidade é acentuada, em torno de 3,5% em algumas cidades com densidade populacional elevada. Todavia, o que se percebe com relação à pandemia é que a grande preocupação dos governantes resume-se à possibilidade do alastramento do vírus de forma avassaladora, o que acarretaria na incapacidade de suportar o recebimento simultâneo de dezenas, centenas e milhares de pessoas nas unidades de saúde. 

Lembrando o leitor que o fruto de toda falha no sistema de saúde dá-se pela ausência de investimentos por décadas, com desvio de dinheiro público, corrupção de agentes políticos, retrato claro desvendado pela operação Lava-Jato.

Fica a pergunta: quem seria o vilão dessa história? Os pequenos, médios e grandes empresários? Ou a ausência de investimentos por anos a fio no sistema de saúde, aliado ao desvio de dinheiro público?

Fica clarividente a resposta. A impossibilidade do Estado suportar o recebimento de milhares de pessoas no sistema de saúde pública, falido em muito dos estados, segue o retrato da ausência de investimentos na área da saúde, associada à má aplicação dos recursos públicos.

Somente por ficção, um grande equívoco esquecido do valor dos direitos e garantias individuais, atribuir à massa que produz e que gera riqueza, emprega e paga impostos, a pecha de “mercenários”, vilões dessa história. 

O que os empresários estão clamando é a realização, por parte dos governos, do necessário planejamento estratégico e de contingenciamento, para que haja equilíbrio entre o que é elementar para a sociedade, a vida e a saúde das pessoas, e para a vida e saúde financeira da atividade empresária. 

Solução talvez mais viável a ambas as partes seria a liberação gradativa de parte da sociedade, com faixa etária de até 60 anos, e a manutenção em reclusão social dos idosos e pessoas acometidas por doenças relevantes, o chamado lockdown vertical.

Vemos, pois, que tão somente com equilíbrio e proporcionalidade, preservar-se-á o nosso bem maior, a vida, retornando de forma lockdown racional da atividade industrial e comercial a fim de proporcionar progressivamente a retomada da economia, preservando a saúde financeira empresarial como melhor forma da manutenção do emprego e renda.

* Advogado, sócio da Silva e Silva Advogados Associados



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg