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O vereador Jean Negão voltou a se manifestar sobre o debate envolvendo o subsídio ao transporte coletivo urbano de Palhoça. Diferente de posicionamentos contrários ao repasse de recursos públicos, o parlamentar afirma ser favorável à criação do subsídio municipal — desde que o investimento venha acompanhado de contrapartidas claras por parte da empresa concessionária.
A discussão ganhou força após estudos técnicos apontarem a defasagem do valor da tarifa. Relatório apresentado pelo Ministério Público indicou que o custo real da passagem deveria girar em torno de R$ 12,70. Posteriormente, levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou que o valor técnico atualizado, acumulando custos desde 2021, seria de aproximadamente R$ 14,84. Sem subsídio, o valor integral precisaria ser repassado ao usuário, tornando a tarifa ainda mais pesada no orçamento das famílias.
Atualmente, diferente de cidades vizinhas como São José, que investe cerca de R$ 1,5 milhão mensais no sistema de transporte coletivo, Palhoça não realiza repasse financeiro mensal para equilibrar a operação.
Jean Negão reforça que o subsídio é uma ferramenta legítima de política pública, mas não pode ocorrer sem garantias concretas de melhoria no serviço. “Eu sou a favor do subsídio. Estou brigando pelo subsídio. Mas ele precisa vir junto com a renovação da frota. Não podemos colocar dinheiro público no sistema sem garantir ônibus novos, mais conforto e tarifa em torno de R$ 6,50 para a população”, defende o parlamentar.
Segundo o vereador, o repasse municipal deve estar condicionado a: aquisição de novos ônibus; melhoria na qualidade e pontualidade do serviço; transparência na planilha de custos; manutenção da tarifa em patamar acessível.