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FMP representada em evento em Salvador (BA)

Pedagoga recém-formada e professores vão apresentar trabalhos no Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino

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A Faculdade Municipal de Palhoça estará representada com um painel e um pôster no XIX Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino (Endipe), que acontece em Salvador (BA), de 1 a 6 de setembro. O Endipe é um encontro que acontece a cada dois anos e reúne práticas e pesquisas do Brasil inteiro. Em média, 2,5 mil pessoas costumam acompanhar o evento.

A acadêmica Moana Manuela dos Santos teve seu trabalho aprovado e vai apresentar um pôster. Sua pesquisa é resultado de um trabalho de conclusão de curso (TCC), que analisou uma prática docente envolvendo crianças de sete e oito anos, realizada em 2011. Moana, que nesta semana recebeu seu diploma de graduação em Pedagogia, encontrou os mesmos alunos após seis anos (em 2017), para verificar se havia lembranças do trabalho desenvolvido.

“Eram meus alunos em 2011, e eu fiz um resgate do projeto que falava um pouquinho sobre a imigração e base da cultura açoriana no município, na Enseada de Brito. Consegui reunir esses oito alunos para um grupo focal, e fiz um resgate de sentidos: passados seis anos, o quanto a cultura açoriana ficou marcada na vida deles?”, descreve a professora, que leciona no 2º Ano do Centro Educacional Magia do Aprender (Cema), no Centro de Palhoça, onde trabalha há oito anos.

A reunião dos antigos colegas foi na praça de alimentação do Shopping ViaCatarina. “Quando comecei a falar, ninguém se lembrava de nada. Na época, tinham sete ou oito anos de idade, e hoje eles são adolescentes. Mas quando eu comecei a colocar as imagens da atividade, foi como um ‘acender de vela’. Aí eles começaram a lembrar”, detalha a professora. A partir de imagens, como da visita à igreja e à Casa da Cultura Açoriana, na Enseada de Brito, as lembranças começaram a fluir. Os ex-alunos lembraram que ficaram com medo quando souberam que as paredes da igreja haviam sido assentadas com óleo de baleia. Uns tiveram medo das baleias, outros tiveram medo das imagens de santos encontradas na igreja. “Essas imagens vieram, eles foram relembrando aos pouquinhos”, conta a professora. Isso trouxe uma reflexão: “Como professor, como mediador do conhecimento, a gente deixa sempre algo, positivo ou negativo, na vida de cada um”.

Moana conta que tem guardadas imagens e documentos de trabalhos realizados com os alunos para os quais leciona, como um registro permanente da profissão. E sempre faz questão de levar os alunos à Casa da Cultura. “Acho importante este resgate em um mundo tão globalizado, que é um pouco esquecido de onde viemos, como surgiu o município, essa contextualização toda”, argumenta a pedagoga, que teve que correr atrás de verba para viabilizar a ida a Salvador. Bateu na porta da Secretaria de Educação e da Prefeitura de Palhoça e não conseguiu nada. Moana contou com a ajuda da direção do próprio Cema, que vai bancar parte da viagem, e da orientadora, a coordenadora do curso de Pedagogia da FMP, Ivanir Maciel.

 

Painel

A professora Ivanir também estará em Salvador, apresentando o painel “Direitos humanos como pressuposto curricular em um curso de Pedagogia: elementos para o debate”, composto de três artigos arquitetados a seis mãos pelos professores: Ivanir Maciel, Juliane Di Paula Odinino, Maria Fernanda Diogo e Vera Regina Lúcio (FMP); Gisele Gonçalves (Udesc); e Cris Regina Gambeta Junckes (UFSC). 

O primeiro texto vai falar do curso de Pedagogia e dos direitos humanos que norteiam ele; vai falar também da formação inicial dos professores do curso. O segundo texto vai falar da curricularização da extensão. E o terceiro artigo vai falar do estágio na formação inicial docente. O mesmo projeto será inscrito para participar de um congresso em Cuba. “É muito orgulho”, diz Ivanir. “É uma proposta ousada que a gente vem fazendo aqui na FMP. A faculdade só tem 12 anos de idade e a gente tem avançado qualitativamente no trabalho e na visibilidade, tanto que a gente já levou um trabalho para a Colômbia. Agora, vamos levar para Salvador. Com isso, todos os alunos estão se sentindo incentivados a produzir pesquisa que possa sair do município, sair das nossas prateleiras. Não é um TCC apenas para fechar um curso e receber um diploma. É muito rico isso”, reflete a coordenadora.



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