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Palhoça tem 21 novos bombeiros comunitários

Formatura aconteceu na terça-feira (31) à noite

ef3b8af12e9fe5c57e19e430c3619203.jpeg Foto: NAGIB DE PIERI/DIVULGAÇÃO

Parentes, amigos e autoridades acompanharam a formatura da nova turma de bombeiros comunitários da 2ª Companhia do 10º Batalhão de Bombeiros Militares, sediada em Palhoça. A solenidade de entrega dos fardamentos foi realizada na fria noite de terça-feira (31).

O cerimonial começou com a promoção de bombeiros comunitários que já atuavam no quartel palhocense. Para conseguir a nova divisa, o bombeiro comunitário precisa preencher uma série de requisitos, como ter 250 horas de serviços prestados, um período mínimo de um ano na graduação, não ter sofrido sanção de suspensão no último ano e obter um parecer favorável da coordenação do projeto. 

Depois, foi a vez da entrega dos certificados de conclusão do curso e dos fardamentos aos 21 novos bombeiros comunitários de Palhoça. Padrinhos e madrinhas fizeram a entrega das divisas e dos fardamentos e certificados - aliás, a cerimônia foi acompanhada por um grande número de amigos e parentes dos bombeiros comunitários. 

Autoridades como o prefeito de Palhoça, Camilo Martins, e o vice, Amaro Junior; os vereadores João Carlos Amândio (Bala, PSD) e Maria Rosângela Pratis (Zana, PSB); o tenente-coronel Jacob Quint Neto, comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Palhoça; participaram do cerimonial, ao lado de atuais e ex-integrantes da cúpula do Corpo de Bombeiros em Santa Catarina. “Sempre faço questão de estar presente, porque muito me deixa feliz ter pessoas como vocês, que saem das suas casas para fazer o curso para ser bombeiro comunitário, que vão se dedicar diariamente para salvar entes queridos nossos, pessoas aqui da nossa cidade, sem nenhuma remuneração, simplesmente pelo prazer de ajudar. Isso muito me alegra”, discursou o prefeito.

Já devidamente fardados, sob o comando do cabo Jeferson da Silva, coordenador do serviço comunitário no quartel de Palhoça, os novos bombeiros comunitários recitaram o compromisso oficial da corporação: “Ao ingressar no Serviço Comunitário do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, como bombeiro comunitário, prometo regular minha conduta pelos preceitos da moral e da razão, honrar o meu nome, cumprir rigorosamente as normas da corporação e me dedicar ao socorro da comunidade”.

No final, mesmo sob uma temperatura de 14ºC e um vento gelado que deixava a sensação térmica ainda mais fria, os novatos receberam o “batismo” tradicional com um banho de mangueira. Era a coroação definitiva de um esforço que começou ainda em 2017, com a realização do Curso Básico de Atendimento a Emergências - foram três turmas, duas em Palhoça e uma em Rancho Queimado. A partir destas turmas, por meio de etapas de seleção, foram classificados 40 alunos para iniciar o Curso Avançado. “Já na primeira noite de instruções, oito de agosto, encontramos o primeiro desafio, pois foi uma noite fria, com chuva intensa, e muitas flexões, o que fez com que sete colegas desistissem dessa jornada, e os que continuaram vieram a entender o significado da frase ‘Amanhã vocês não conseguirão nem escovar os dentes’, do cabo Wosniak, considerando que o esforço físico foi árduo”, narrou o orador da turma, Diego Bento Ferreira dos Santos. “A partir deste momento, compreendemos que o aprendizado não seria apenas teórico, mas também físico e psicológico, ambos muito importantes para a nossa formação”, avaliou.

Durante o treinamento, a turma contou com a experiência dos instrutores, que passaram seus conhecimentos e também motivaram os novatos a superarem seus limites e seus medos. “A lembrança mais marcante foi a superação emocional e o espírito de momentos de angústia e tensão, mas a confiança passada pelos instrutores mostrou que no Corpo de Bombeiros ninguém trabalha sozinho e ninguém fica para trás”, reforçou Diego. Isso é fundamental, porque durante o curso, passam por diversas provações práticas, como o treinamento de busca às cegas em ambiente alagado e em área confinada contendo fumaça, em busca de vítimas desaparecidas. As “vítimas” eram bonecos, projetados e confeccionados pelos próprios colegas de turma, e nominados Romeu e Julieta, em alusão ao clássico casal criado pelo dramaturgo inglês William Shakespeare.

Só que ao contrário da literatura, em que o casal morre no final, a missão deles é atuar com dedicação para promover finais felizes nas situações reais da vida. “Muitas vezes nos perguntam o porquê de estarmos aqui e não encontramos palavras para expressar que aqui temos a oportunidade de dar o conforto no pior momento da vida das pessoas, em que precisam de ajuda e de mãos amigas. De ser a paciência, a confiança e a força que o outro precisa. Estar aqui significa entrar na vida de alguém e fazer a diferença”, sentencia o orador.

E para realmente fazer a diferença, o treinamento precisa ser exaustivo e detalhista. Depois de todos os cursos e aprendizado, os novatos ainda passaram por uma avaliação final, com simulados no quartel de conteúdos de atendimento pré-hospitalar, resgate veicular, combate a incêndio e manuseio de produtos perigosos. Uma prévia do que vivenciariam em breve nos estágios, quando atuaram junto às guarnições, aplicando na prática o que aprenderam na teoria. Foram 240 horas de estágio operacional. “Cada um de nós atuou em ocorrências diferentes, porém, compartilhamos o sentimento de sermos uteis à comunidade, de gratidão por poder retribuir o tempo investido em nossa formação”, expressou o formando.

“Eu vi emoção nos olhos desse pessoal e eu sei que foi suado chegar na noite de hoje, mas quanto mais suado, mais honroso é vestir este nosso fardamento”, declamou o major Davi Pereira de Souza, subcomandante do 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros. O major enalteceu o trabalho realizado pelos bombeiros comunitários. “É um programa que temos na nossa corporação há mais de 20 anos e que deu certo, e a gente percebe que vem dando certo durante todo esse tempo”, relatou.

 

Saiba mais sobre os bombeiros comunitários

Objetivos
Capacitar cidadãos nas áreas de prevenção e para reação em casos de incêndios e acidentes diversos, onde existam vítimas em situação de perigo, formando na comunidade uma força organizada para reação em situações de emergência e calamidades públicas.

Objetivos indiretos: a multiplicação de conhecimentos e cuidados básicos, através de palestras e treinamentos, visando minimizar os efeitos desastrosos de primeiros atendimentos realizados por pessoas leigas; a criação de uma cultura prevencionista nas comunidades, propiciando mais segurança e melhoria na qualidade de vida de toda a sociedade; e o aumento da interação do Corpo de Bombeiros Militar com a comunidade.

Público-alvo
Homens e mulheres com no mínimo 18 anos, Ensino Médio completo, que estejam em dia com as obrigações civis e militares e que gozem de bom conceito e irrepreensível conduta perante a comunidade.

Veja como foi o “batismo” da turma de novatos!



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Créditos: NAGIB DE PIERI/DIVULGAÇÃO NAGIB DE PIERI/DIVULGAÇÃO
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