0a856374a64197c13ecf9b84e922db04.jpeg Bope apreende arma, munições e drogas em ação no bairro Bela Vista

862ec516f9040ddc62589f572487b3e5.jpg Polícia Científica de SC lança novo site para agendamento da Carteira de Identidade Nacional

165ea8921b6ffff01f76ae775190471e.jpeg Drogas, armamentos e mais de R$ 24 mil são apreendidos em condomínio no bairro Bela Vista

18641fd95e72c1a5f103596e8036ca88.jpeg Polícia Civil inaugura Núcleo de Operações com Cães em Palhoça

21102c2c3d2810ba53de0f0ee26e9261.jpeg Jean Negão: “Enquanto eu for vereador desta Casa Legislativa, lutarei por vocês, mães atípicas”

add6ab6245b3f9ba9fe8cf96f65256c4.jpg Artes das Cenas une teatro, dança e acessibilidade em 44 espetáculos na Maratona Cultural

2a0989b905c474bcbeb10b0934213b56.jpeg Na semana do Oscar, Cineclube do CEU exibe curtas de diretor brasileiro indicado

33bb1dd9687098b2c34356aa478bb00f.jpg Atlântida Celebration anuncia segunda edição com lineup de peso

61dd055a425eab2ee27bcbbaea3bcf56.jpg Show de Armandinho, na Guarda do Embaú, terá segurança reforçada e tecnologia de ponta

b7337d609459c1740d832d6a3ccc1198.jpeg Armandinho na Guarda do Embaú: horários, logística, dicas e programação completa deste sábado (7)

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

815e2c79201e1010aef78b887dc69bce.jpeg Marcos Túlio: atleta com história em Palhoça e carreira internacional é destaque na Gulf Magazine

d611e11772495a0436a1c62c7ee65b3c.jpeg Tecnologias da Aegea SC: saneamento com monitoramento 24 horas e equipamentos de precisão

223f0d8f21d753e32e4367aa4c76ce2d.jpeg O trabalho 24 horas dos operadores de Estação de Tratamento de Água (ETA) em Palhoça

cef7d53cb549e3c39ac1271c688957c4.jpeg Atendimento digital: praticidade para clientes da Águas de Palhoça

56986dfd4dbb957cfd98085e4ee743da.jpeg Águas de Palhoça realiza testes diários e garante padrão de potabilidade

Se ele faz isso com você, precisamos conversar

 

Por: Anne Teive Auras, defensora pública na DPE-SC

 

A gente precisa conversar, mulher. Se você é humilhada, constrangida, forçada à relação sexual, agredida fisicamente, impedida de acessar seus bens e rendas ou ameaçada por pessoas que deveriam ser fonte de afeto e amor… o lar pode não ser um local seguro para você. E dentro das nossas casas, em família ou em uma relação afetiva, fica ainda mais difícil se esquivar de violências que, na maior parte das vezes, não deixam marcas, são difíceis de provar, principalmente em uma sociedade que tende a julgar, culpar e desqualificar as mulheres antes de acolhê-las e apoiá-las. 

Se essa é a sua situação, infelizmente, você não está sozinha. No mês passado, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou pesquisa mostrando que, no último ano, uma em cada quatro mulheres brasileiras sofreu algum tipo de violência. A cada minuto, oito brasileiras foram agredidas fisicamente. Na maior parte dos casos, as violências aconteceram dentro de casa e o agressor era um conhecido da mulher: seu companheiro, seu namorado, seu ex-marido. 

Nem sempre é fácil denunciar, assim como nem sempre é fácil perceber a violência em uma relação que já normalizou o abuso. A violência começa sutil, imperceptível, justificada pelos discursos que nos ensinaram desde a nossa mais tenra idade (“é só ciúme, homens são assim, ele é possessivo porque te ama”). Aos poucos, ela vai se agravando, em episódios de agressão verbal ou física intercalados com períodos de arrependimento e demonstrações de afeto. A liberdade já está comprometida: a mulher muda seu comportamento para agradar o companheiro, limita-se para evitar o incômodo, silencia em nome do bem-estar das crianças. Pedir ajuda? Nem pensar, ela aprendeu a lidar com o marido. Faz parte da relação. E além disso, o que os vizinhos diriam? 

A pesquisa que mencionei anteriormente indicou que quase metade das mulheres que sofreram violência não procurou nenhum tipo de ajuda. Questionadas, disseram que resolveram a situação sozinhas. Que não era grave o suficiente. Que, sem provas, ninguém acreditaria nelas. Ou, ainda, que não acreditavam que o sistema de justiça ou de segurança pública poderia auxiliá-las. O problema é que, quando for grave o suficiente, talvez seja tarde demais. O feminicídio, queridas leitoras, é um crime que costuma se anunciar previamente, sob a forma de violências mais sutis. E para evitar esse desfecho trágico, procurar ajuda é fundamental.

Para obter ajuda, muitas são as possibilidades. Romper o isolamento e conversar com familiares e amigas é importante. Acessar a rede de atendimento à mulher também, e existem várias portas de entrada: a unidade básica de saúde, a delegacia especializada, o centro de referência de assistência social do bairro. E também a Defensoria Pública Estadual. A Defensoria é a instituição que presta assistência jurídica gratuita às pessoas que precisam – e a mulher que se encontra em situação de violência precisa, e muito. Lá, a mulher pode tirar dúvidas sobre os seus direitos, receber orientação sobre como proceder, requerer medidas protetivas de urgência para resguardar sua integridade física e psíquica e, se não tiver condições de pagar um(a) advogado(a), providenciar o ajuizamento de ações para o divórcio, pensão alimentícia e guarda das crianças. 

Devidamente informada a respeito dos seus direitos e dos serviços que existem à sua disposição para ampará-la em suas necessidades, a mulher tem mais condições de tomar decisões que possibilitem a ruptura do ciclo da violência, virar a página e seguir em frente, assumindo o protagonismo de sua vida e exercendo plenamente a sua liberdade.



Publicado em 05/08/2021 - por Palhocense

btn_google.png btn_twitter.png btn_facebook.png








Autor deste artigo


Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg