cb0da87629d063ed63b7551ef8fdfc3b.jpeg Posição da caixa padrão e animais domésticos: o que fazer durante trabalho de leituristas?

5dd21bb77189f419ad7b3c9a86a8bf9f.jpeg Prisão em Palhoça: Polícia Civil encontra suspeito de narcotráfico que estava sob investigação

b354003df63f2f09341cebc4dde00023.jpeg Janeiro Branco: operadora de planos de saúde reforça importância do cuidado com a saúde mental

2638d0e5127e7087648c6c901ccca72f.jpg Entrega do Tera 0km conclui a campanha natal Sensacional ViaCatarina e Giassi de Palhoça

a534e9d8191e96a72624038b56b726c7.jpeg Águas de Palhoça oferece facilidades aos clientes com atendimento online e novo totem

b4fc2e358be15c640d8e8199f43e8cb1.jpeg Os Paralamas do Sucesso celebram 40 anos de clássicos na Arena Opus

0160a92e57732581801c4f6346fd4b5c.jpeg Verão UniSul leva serviços, bem-estar e sustentabilidade ao litoral catarinense

829453d2747da4cf772c0b4a55a1eda8.jpg Armin van Buuren retorna ao Brasil como headliner do Nox na Arena Opus

06a9eed7dbb32c30f94732c6574daf2c.jpeg Arena Opus 2026: calendário diverso e novidades para manter SC na rota dos grandes shows

47b3db7dd68b4da5afeaeb70d6f60f3d.jpeg INFNTY: Florianópolis recebe festival inédito com Vini Vici, Wrecked Machines, Ratier e Eli Iwasa

67c8c6f6631a58fe9f066a374895cfe3.jpeg Atleta mirim de Palhoça, Valentina Ferreira termina 2025 como líder do ranking mundial de Jiu-Jitsu

0c30b7bd442e1e0ab64f26f248b5b75c.jpeg “Com mais de 300 eventos, a Fesporte realmente fomenta muito o esporte catarinense”

6c7d26b35f50b8675bb8ac9032046355.jpeg Liga Palhocense faz homenagem ao saudoso jogador Aldo Silveira

d1480bb2883604410e0c21bb2fe00771.jpeg Diogo Trindade retorna do Japão com destaque mundial e muitas histórias da viagem

4a29efe383e7860d17e5bf2eb2573998.jpeg Guarani de Palhoça conhece regulamento da Série B do Catarinense de 2026

Bingo beneficente vai auxiliar família de pedreiro

Morador de Palhoça luta contra uma doença rara. Bingo será na Igreja São Francisco de Assis, no Aririú, neste sábado (27), a partir de 20h

c792be16b96d2b75d8a6a44233eba1d5.jpeg Foto: ARQUIVO PESSOAL

A Igreja São Francisco de Assis, no Aririú, recebe, neste sábado (27), a partir das 20h, um bingo beneficente muito importante. O dinheiro arrecadado vai ajudar o pedreiro Geferson Pedroso da Silva, de 42 anos, a seguir a vida, depois de uma longa batalha contra a morte.

Geferson é natural do Paraná e morou em Florianópolis durante 32 anos, e nos últimos 10 anos se estabeleceu em Palhoça. Foi a profissão que o trouxe para cá. O pedreiro levava uma vida normal até que, em 2014, a doença começou a dar os primeiros indícios. O primeiro sintoma foi o aparecimento de um caroço no nariz. "A princípio, achei que era uma espinha, mas ela estourou e virou uma ferida. Nessa época, minha mãe estava com câncer e não quis procurar ajuda médica. Ela veio a falecer, e então fui querer saber o que era aquela ferida", relembra.

Os sintomas pioraram e Geferson sentia dores horríveis. "Os médicos me assustaram, dizendo que o que eu tinha poderia ser pior do que câncer, e eu tinha acabado de perder minha mãe para um câncer. Fui para a casa arrasado. Neste momento, não quis procurar os médicos, por medo do que viria, mas minha esposa, Cleide Francisca dos Santos, começou a pesquisar na internet o que poderia ser essa doença", narra o pedreiro.

Foi um ano inteiro realizando vários exames e biópsias. Teve a destruição do septo nasal e redução na audição. A voz ficou anasalada. A esposa ajudava a aliviar a dor, com chás e remédios. Após uma consulta com uma fonoaudióloga, Geferson foi submetido a uma nova bateria de exames e foi encaminhado para um otorrinolaringologista. Cleide pediu ao médico que solicitasse um exame para comprovar (ou descartar) a suspeita de que o marido tinha Granulomatose de Wergener (distúrbio que atinge os vasos sanguíneos dos rins, pulmões e vias respiratórias, o que reduz o fluxo de sangue para os órgãos e resulta na inflamação dos tecidos). Em uma primeira análise, o diagnóstico foi negativo, mas após uma avaliação mais profunda dos resultados, ele foi encaminhado a um reumatologista e iniciou um tratamento.

Teve altos e baixos, pequenas internações e quatro transfusões de sangue, até que começou a sentir muito dor na nuca, em 2016. "Sofri durante um ano", relembra. Em 2017, teve um colapso muscular, não sentia as pernas, e começou a "luta contra a morte". "Tive que ser tirado de casa, com a ajuda da vizinha da minha esposa e meus filhos, em uma cadeira de computador, pois minhas pernas faltaram", recorda. Foram 15 dias de internação, 12 dos quais sem comer e sem beber nada, pois sentia muitas dores. A medula óssea havia sido lesionada e os médicos acreditavam que ele não andaria mais; e uma cirurgia traria risco de morte. "Neste momento, minha esposa e eu rezemos e pedimos a Deus que nos tirasse daquela situação e o milagre aconteceu: no mesmo dia, os médicos administraram corticoide para descomprimir minha medula e disseram que as primeiras 24 horas seriam cruciais", relata.

Neste momento, ele já estava usando fralda, não saía da cama para nada. Então, teve um sonho com a mãe. "Minha falecida mãe veio ao pé da minha cama, estava desanimado, pedindo para não ficar paralítico, e minha mãe me disse: 'Levanta-te e anda'. Acordei e me lembrei dessas palavras de Deus e me virei e disse para minha mulher me sentar que eu iria tomar café", descreve. Ele conseguiu beber o café e tomar banho. Daquele dia em diante, sua saúde evoluiu. Em três dias, teve alta. "Os médicos não acreditavam", destaca.

Aos poucos, foi ficando mais forte e retomou a vida. Voltou a trabalhar, mas novamente a vida pregou uma peça e Geferson voltou a travar uma nova batalha pela vida. Foi diagnosticado com pneumonia, depois identificaram um abscesso no cérebro e diagnosticaram como pneumoencefalia. Foi desenganado pelos médicos. "Neste momento, meu chão se abriu. Cheguei ao hospital e a médica já estava me esperando para me dizer que a partir daquele momento meu marido receberia apenas tratamento paliativo. As lágrimas vieram e eu perguntei pra ela: 'O que eu vou dizer para os meus filhos, minha menininha de 13 anos que está esperando o pai voltar?'" Enxuguei as lágrimas e disse para a médica que Deus não iria me abandonar", conta Cleide. Não abandonou. Geferson recebeu alta dois meses depois e hoje se recupera em casa, adquirindo, a cada dia, mais força física (perdeu 20 quilos de massa muscular). Os amigos estão ajudando com as despesas da casa, já que o pedreiro está há quatro meses sem trabalhar. Por isso, estão organizando ações como rifas e bingos, para ajudar a família a vencer a luta pela vida. "O caso dele foi único. Não existe na medicina, por isso os médicos não tinham protocolo a seguir, para eles foi um desafio. Eles fizeram um curso de duas horas com 60 médicos reunidos, debatendo somente o caso dele. Por isso, digo: onde a medicina não vai, Deus coloca a mão", finaliza Cleide.



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg