Foto: ARQUIVO
O perfil oficial da 30ª Delegacia Regional de Polícia de Palhoça realizou postagens relacionadas ao caso do cão Orelha. A investigação ganhou repercussão nacional nas últimas semanas, após o animal ter sido encontrado gravemente ferido, com sinais de espancamento. Um grupo de adolescentes é suspeito das agressões.
Orelha foi encontrado com ferimentos graves no dia 5 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis. Desde então, o caso vem ganhando notoriedade em todo país. Com a repercussão, diversas autoridades se pronunciaram, incluindo o Governador Jorginho Mello (PL). Em paralelo, boatos também começaram a ser comentados pelas redes sociais.
Uma das informações que circula é a da existência de um vídeo das agressões ao animal. No entanto, a Polícia Civil afirma que não há filmagens dessa agressão. Paralelamente, circulam na mídia imagens de uma câmera de monitoramento que mostram um grupo de jovens pegando um cão e o levando em direção ao mar, nas imediações de um condomínio na Praia Brava. Porém, essas filmagens envolveriam o caso do cachorro caramelo: animal que foi vítima de afogamento, mas sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.
Em pronunciamento compartilhado pela 30ª DRP de Palhoça, Ulisses afirmou que não é o encarregado das investigações do caso. “Sou delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina e não presido as investigações do caso Orelha, que estão sendo conduzidos de forma técnica, imparcial e qualificada pelos Delegados Mardjoli Valcareggi e Renan Balbino”, argumentou. Este pronunciamento foi publicado na última semana. No mesmo post, ele informa que não tem relação de amizade com um dos advogados que estariam envolvidos com o caso, além de citar os cães Caramelo e Orelha.
“Adotei o Caramelo por amor. Não foi o primeiro e não será o último. Nossa família adora e é fomentadora de ações contra maus-tratos.Lamento esse tipo de canalhice criada por esse cidadão, que será processado, civil e criminalmente, bem como quem divulga esse tipo de sacanagem”, disse Ulisses.
Na tarde desta segunda-feira (2), a 30ª DRP de Palhoça compartilhou outro post do delegado-geral da PCSC. Ele negou alegações que circulam nas redes sociais, compartilhadas por internautas.
“Sou Delegado-Geral e não dirijo a investigação, que é presidida por dois delegados técnicos. Não sou amigo, nem íntimo, de advogado do caso e não conheço os suspeitos investigados.Não há vídeo de agressão ao cão Orelha (não sofreu eutanásia), mas há vídeo da agressão ao cão Caramelo, tendo sido colhidos vários elementos de prova/indícios, não existindo, por ora, relação com desafios”.
Outro ponto que vem sendo comentado por internautas é uma série de pedidos para a federalização das investigações. Isso implicaria da Polícia Federal (PF) assumir o caso. O delegado-geral da PCSC também se manifestou. “Não cabe federalização pois não há omissão da Justiça Catarinense e violação de direitos humanos”, disse Ulisses.
As investigações do caso Orelha seguem. Enquanto isso, internautas de todo o país se manifestam, pedindo justiça. Só no Instagram, a hashtag #justicaorelha vem sendo amplamente compartilhada. Outro fator que repercute é a proibição da divulgação dos nomes e imagens dos adolescentes suspeitos. A medida foi enfatizada pela Justiça de Santa Catarina, via liminar. A decisão foi da Vara da Infância e Juventude.
Relato de coação
Também se fala em coação do porteiro de um porteiro atuante em um dos condomínios da região da Praia Brava. Ele chegou a registrar um boletim de ocorrência. Três familiares dos adolescentes suspeitos foram indiciados. Um dos porteiros teria conhecimento sobre agressões a cães na região.
Número de suspeitos
Em áudio compartilhado em um grupo de vigilantes, um porteiro afirma que seis jovens estariam cometendo vandalismo e agressões a cães naquelas imediações. No entanto, apenas quatro jovens são tratados como suspeitos atualmente.
No início do caso, eram investigados quatro jovens. Porém, a participação de um deles foi descartada pelas autoridades. Agora, esse adolescente é tratado como testemunha.
Outra questão que vem chamando atenção é a classe social dos jovens suspeitos. Eles são apontados como parentes de empresários, de famílias com alto poder aquisitivo. Dois dos jovens chegaram a viajar para a Disney, nos Estados Unidos. A viagem ocorreu em meio às investigações do caso Orelha. Ambos os jovens já regressaram ao Brasil. As investigações continuam.
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