Covid-19: Unisul integra pesquisa nacional

Ensaio clínico vai testar a eficácia de um tratamento com anticoagulante oral e antibioticoterapia em Palhoça

0d0fc947862efcf320b117d90821a36a.jpg Foto: DIVULGAÇÃO/UNISUL

A Unisul está entre as 38 universidades brasileiras que tiveram seus projetos aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em edital emergencial do Covid-19, de combate a surtos, endemias e pandemias. A Unisul foi a única universidade comunitária contemplada.

Os projetos são sobre fármacos e imunologia de diferentes universidades brasileiras e ao todo serão 482 pesquisadores no Brasil e no exterior. Na Unisul, quem está coordenando o projeto é a professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Anna Paula Piovezan, juntamente com os professores Jefferson Traebert, Eliane Traebert e a pós-doutoranda Verônica Horewicz, em parceria com profissionais da Prefeitura de Palhoça.

O projeto, intitulado “Efeitos do tratamento com anticoagulante oral associado a antibioticoterapia, sobre parâmetros clínicos, imunológicos, internação e mortalidade em pacientes com suspeita de infecção por Covid-19”, de acordo com a coordenadora, se constitui em um ensaio clínico para testar a eficácia de um tratamento com anticoagulante oral e antibioticoterapia, em desfechos clínicos, imunológicos de internação hospitalar e de mortalidade em pacientes com suspeita de Covid-19, no município de Palhoça. “Pretendemos iniciar ainda este mês. O projeto tem quatro anos de duração, mas a intenção é que seja feito o quanto antes. Já iniciamos com as reuniões com a Prefeitura de Palhoça nesta semana. Talvez até o final do ano já tenhamos resultados do estudo sobre a eficácia do tratamento. O ensaio clínico será com pacientes com suspeita de Covid-19 que se dirigirem à UPA de atendimento 24 horas de Palhoça. Vamos fazer uma triagem daqueles que tiverem sintomas de coagulopatia (problemas de coagulação sanguínea) e vamos testar dois protocolos. Para avaliar a eficácia do tratamento, serão feitos diferentes testes em laboratórios conveniados com a Prefeitura, porque são ensaios que precisam de referências em humanos; e a outra parte do projeto avalia o mecanismo de ação do tratamento, investigando as consequências do tratamento sobre o sistema imunológico. Estes últimos vão ser feitos no Laboratório de Neurociência Experimental na Pedra Branca”, explica a professor Anna.

De acordo com o professor Jefferson Traebert, o PPGCS mostra sua força acadêmica, já que foram apenas 38 projetos aprovados no país e o nosso da Unisul está entre eles. “A participação de profissionais de Palhoça reforça ainda mais a parceria da universidade com o município na salutar interação serviço–academia, proporcionando aos mestrandos e doutorandos um campo de pesquisa real, o Sistema Único de Saúde, com todas as suas fortalezas e debilidades no nível local. O projeto proporcionará a entrada de mais dois estudantes de doutorado e um pesquisador de pós-doutorado, agregando força em um ciclo virtuoso de benefícios acadêmicos para a universidade, formativos para os profissionais de Palhoça, e sociais para a população brasileira”, ressalta Traebert.


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