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Léo Weiss conquista o bronze nos Jasc

Mais do que uma medalha, pugilista de Palhoça traz de Chapecó a esperança de seguir com a carreira no boxe

451dc0dac9da08c337f9a2ba86cf8be1.jpeg Foto: FOTOATLETAFOTOGRAFIAESPORTIVA/DIVULGAÇÃO

Não foi apenas uma medalha que Leonardo Sadi Weiss trouxe de Chapecó, onde disputou a edição de número 64 dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), realizada entre os dias 17 e 29 de novembro. Trouxe, acima de tudo, esperança. A esperança de voltar a competir em altíssimo nível, depois de quatro anos se recuperando de uma fratura de coluna. A esperança de disputar o ouro olímpico em Los Angeles, em 2028.

“Nunca deixamos de lutar, nunca deixamos de acreditar. O sonho olímpico não morreu”, projeta o pai do jovem pugilista de Palhoça, Rodrigo Weiss, que acompanhou o filho em Chapecó, como de hábito. Rodrigo está sempre ali, pertinho do ringue, quase como um membro da comissão técnica. E desta vez, tinha um motivo a mais para acompanhar o filho: era o primeiro campeonato que Léo disputaria depois de fraturar, em dois lugares, a vértebra L3 da coluna lombar, após uma queda enquanto corria na rua, em outubro de 2021. “Fomos pra lá com dois pensamentos: uma esperança e um medo. O medo era: se ele fosse muito mal, como ele iria reagir?”, narra o pai.

Pois reagiu muito bem, chamando a atenção da comunidade do boxe, que já conhece sua história nos ringues e sua luta fora deles. Lutando por Balneário Camboriú, na categoria até 75kg, Léo abriu a competição vencendo o representante de Florianópolis Sergio Nascimento Junior, por decisão dos juízes. No sábado (22), voltou ao ringue para disputar a semifinal e acabou sendo derrotado pelo atleta de Brusque Wesley Stinglin, que ficaria com a medalha de prata nos Jasc. Léo Weiss voltou a Palhoça com o bronze. “Foi um campeonato que deu uma esperança e uma medalha de bronze que tem um gosto melhor do que qualquer medalha de ouro, que é o gosto de saber que eu posso seguir nesta carreira, neste sonho de conquistar meu espaço no mundo do boxe”, comenta o jovem pugilista palhocense, de 21 anos.

Léo já estava habituado a ser o centro das atenções. Está nos ringues desde os oito anos de idade e todos o conhecem. Tanto que, em Chapecó, adversários e árbitros aproveitaram a oportunidade para tirar uma foto e conversar com ele. Quase uma celebridade! Mas dentro do ringue, pela primeira vez, não tinha a pressão do favoritismo. “Foi o campeonato mais tranquilo que eu já tive na minha carreira toda. Foi o primeiro que eu fui sem a pressão de ser campeão, por estar voltando de lesão. Já sabia que só de ir para o campeonato eu já estava ganhando”, relata.

A previsão da equipe que cuida meticulosamente do retorno de Léo Weiss aos ringues era, “quem sabe”, disputar uma luta em 2025. Já disputou três. Venceu a primeira, na Copa SC de Boxe, em Braço do Norte, em agosto; venceu a segunda, na estreia nos Jasc, diante de um atleta com mais idade e mais experiência, e chegou a estar perto de um nocaute; e foi derrotado em uma luta equilibrada diante do então campeão, em que sentiu o peso das dores musculares de quem ainda não está longe do ritmo ideal de competição. “Lógico, a gente vai querendo ser campeão, mas mesmo assim foi bom pra caramba. Perdi mais pelo fato de estar sem ritmo de luta, o que é algo totalmente normal”, destaca Léo.

O pai concorda com a avaliação. Rodrigo diz que o desempenho do filho chamou a atenção, especialmente daqueles que acompanharam sua batalha fora dos ringues nestes quatro anos de recuperação. Léo mostrou muita movimentação e foi bastante agressivo, buscando o nocaute o tempo todo; faltou ritmo de luta, faltou um pouco de “gás”. O que é considerado normal, já que está treinando a 60% do que poderia treinar, com movimentos limitados, propositalmente. Tudo dentro do planejamento para retornar ao boxe da forma mais saudável possível.

Agora, com a avaliação positiva em relação ao desempenho nas lutas e à reação do corpo ao desgaste de um campeonato, o nível do treinamento deve aumentar em 2026 para uma carga de 80%. Se já está lutando de igual para igual com os principais pugilistas da categoria no estado com pouco mais da metade do ritmo que pode imprimir nos treinos, imaginem quando estiver com força total! 

“É só uma questão de tempo”, projeta o jovem atleta. “O pior já passou. Em 2026, inicia de verdade a nova fase na carreira”, emenda Rodrigo Weiss, agradecendo pela ajuda de todos os profissionais que acompanham o esforço do retorno aos ringues. Para a felicidade de todos, a fera está afiando as garras para conquistar o mundo do boxe. 



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