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Palhocense confecciona máscaras para hospitais

Vaquinhas para a compra de EPIs e doações a famílias necessitadas também são iniciativas que surgem em tempos de Covid-19, em Palhoça

24639d3d4b817f3a0f611cc8d7aea4ba.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Sofia Mayer*

 

Foi com uma impressora 3D e muita disposição para tentar mudar o cenário de crise que o palhocense Guilherme Medeiros mudou, de um dia para o outro, a rotina de servidor público e passou a se dedicar exaustivamente à produção de máscaras faciais hospitalares. O equipamento de proteção individual (EPI) está sendo destinado a profissionais da saúde na linha de frente do combate ao novo coronavírus (Covid-19) na Grande Florianópolis. Em três dias com o projeto em pleno funcionamento, cerca de 100 máscaras já foram distribuídas de forma gratuita.

Santa Catarina já estava em isolamento social quando Medeiros confeccionou a primeira unidade do EPI, feita a partir de rolos de PLA, uma espécie de insumo da impressora. A produção começou depois de conversas com amigos da área da saúde, que o incentivaram na criação das máscaras. “Fui atrás do projeto para fabricação, conseguindo alguns modelos, e, desde então, estudo qual seria o melhor, mais produtivo e rápido - que atendesse às necessidades do sistema de saúde no momento”, explica.

A partir de 22 folhas de acetato (filme transparente que compõe a máscara), compradas por Medeiros, as primeiras produções eram robustas e exigiam muito tempo e insumo para serem feitas. O servidor afirma que a fabricação de cada máscara chegava a levar quatro horas e meia. “Notoriamente, não seria algo muito produtivo, visto que a demanda dos profissionais do sistema de saúde, os quais não dispõem desse equipamento nos hospitais, estava aumentando exponencialmente a cada dia”, justifica. Medeiros conta que, por alguns dias, trabalhou nesse projeto, fabricando cerca de quatro unidades por dia.

A escala da produção passou a aumentar quando uma prima se colocou à disposição para ajudar no projeto. Ela ficou responsável pela arrecadação de fundos e, a partir de uma campanha de doação, conseguiu os insumos necessários para novas confecções. “Foi um sucesso, minha esposa, amigos e familiares realmente aderiram à ideia e conseguimos arrecadar o suficiente para começar a produzir mais”, comemora. Medeiros conta que também se juntou a um amigo, quem tem ajudado nas impressões das máscaras, cada um de sua casa. A produção chegou a quadruplicar, com a colaboração.  

Guilherme Medeiros é coordenador de TI no Centro de Ciências Humanas e da Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e, em 2019, auxiliou tecnicamente na compra de uma impressora 3D voltada para o ensino e a inovação tecnológica na universidade. Com a informação de que estava confeccionando máscaras hospitalares para profissionais da saúde, a instituição não mediu esforços para contribuir com o projeto: emprestou a máquina e cedeu insumos ao projeto. 

Com duas impressoras disponíveis em casa, o servidor agora produz de 30 a 35 máscaras por dia. “A demanda ainda é infinitamente maior e, por conta disso, a prioridade neste momento ainda são hospitais da Grande Florianópolis, ambulâncias com UTIs móveis, como Samu, Autopista, entre outros”, justifica Medeiros. Depois de três dias com a iniciativa otimizada, cerca de 100 máscaras faciais hospitalares já foram distribuídas, de forma gratuita, para profissionais da saúde da região. Todas são higienizáveis e reutilizáveis. 

 

Nas redes sociais, Paulo Zulu pede ajuda com doações

Na onda das ações solidárias, uma vaquinha online, destinada à compra de EPIs para profissionais da saúdes expostos à Covid-19, na Grande Florianópolis, foi divulgada pelo modelo Paulo Zulu, em suas redes sociais. A campanha é da palhocense Dafni Gomez, e tem como meta a arrecadação de R$ 249 mil. Até a manhã desta terça (31), R$ 2.242 haviam sido alcançados. “Eu estudei bastante, me dediquei bastante, e me deparei com o desespero dos profissionais da saúde em ter que trabalhar, todos os dias, se expondo ao coronavírus da maneira que eles estão tendo que se expor”, justifica a estudante de Odontologia, em vídeo.

Zulu, que mora na Guarda do Embaú, soube da vaquinha por intermédio de um amigo e entendeu que era uma boa opção ajudar a divulgar. Em publicação no Instagram, convocou os seguidores a ajudar na campanha: “Essa vaquinha será revertida para poder fazer os macacões, que no primeiro mundo já tem, e eu sei que em Santa Catarina o pessoal não tem, para proteger esses profissionais de saúde, que ajudam muita gente”. Zulu está na Indonésia, onde a quarentena não é tão rígida quanto por aqui. “Aqui está tudo certo. O governo está fazendo como todos os governos, que têm que dar uma satisfação mundial, fechou alguns pontos turísticos, mas está de boa. Está melhor do que aí, que está tudo parado. Aqui está tudo aberto, as pessoas circulam, não tem o reflexo daí não, está tranquilo”, conta o modelo.

A cada R$ 24,90, o Sistema Único de Saúde (SUS) e outras instituições de saúde receberão um macacão. A ideia é substituir os aventais utilizados atualmente, menos eficazes na proteção e no isolamento de agentes infecciosos.
Para contribuir, acesse o link: https://bit.ly/2Ut5RBl

 

 

Solidariedade no Sul de Palhoça


Uma iniciativa de agentes de saúde do Sul de Palhoça, juntamente com a cooperativa de reciclagem Pró-Crep, está arrecadando alimentos não perecíveis e produtos de higiene durante a quarentena. As doações são destinadas a pessoas da região da Baixada do Maciambu que estejam passando por dificuldades financeiras por conta do isolamento social. 

O “código da solidariedade” é simples: basta separar a doação e amarrar um pano branco no portão de casa. Dessa forma, o caminhão de voluntários da Pró-Crep, que passa pelas ruas da Pinheira e da Guarda do Embaú, coleta os produtos e leva até as famílias, que são cadastradas previamente pela equipe. “A gente faz um pré-cadastro, onde identificamos a necessidade da família: quem precisa de assistência de saúde, quem está em idade fértil, quem tem criança que precisa de leite especial”, explica uma das líderes da campanha, Marie Duarte, que também é agente de saúde. O grupo ainda disponibilizou um número para que pessoas solicitem os produtos: “Hoje, não é só quem é pobre que está precisando, a pessoa que não está podendo trabalhar, também”. Postos de saúde e mercados locais também são pontos de doação da campanha.

Já o restaurante Bombah, da Guarda do Embaú, decidiu adaptar a rotina e ajudar os caminhoneiros, que, durante a crise do Covid-19, têm tido dificuldades para encontrar lugares abertos para se alimentar. O objetivo da equipe, formada por cinco pessoas, é preparar e entregar refeições, gratuitamente, para os caminhoneiros. As doações são feitas no viaduto da Guarda do Embaú, após o pedágio. 

O grupo explica que, para ajudar, basta comprar uma marmita no valor de R$ 15 ou doar alimentos que integram o cardápio (arroz, feijão, massa, farofa, frango com molho). Tudo isso comunicado pelo telefone 98846-8180. O primeiro dia de entregas aconteceu nesta segunda-feira (30), com saldo de 50 refeições oferecidas.

 

Doação de cestas básicas para a comunidade do Brejaru

Em caráter emergencial, o projeto social AME, do Brejaru, está arrecadando cestas básicas para profissionais informais que estão com dificuldades de se manter no período de quarentena. O grupo deve comprar os produtos com o valor arrecadado, entregando na igreja Assembleia de Deus, de onde será feita a distribuição. 
Quer ajudar? Basta acessar o link a seguir: https://bit.ly/2Ut5RBl

 

Pães para famílias do Brejaru

Na onda das ações solidárias frente à crise do novo coronavírus, Laura Maria dos Santos decidiu fazer o que estava ao seu alcance para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade. Com o projeto, sua padaria itinerante, montada dentro de um ônibus, passou a ser fábrica para confecção de pães, que serão doados a famílias de crianças atendidas pela Associação Pró-Brejaru. De segunda (30) até a tarde desta terça-feira (31), a equipe chegou a produzir 2,5 mil unidades do alimento.

A ideia de dona Laura é ensinar o modo de produção a algumas pessoas da comunidade, a fim de que a iniciativa continue mesmo depois da pandemia. “Mais adiante, quando começarem as aulas, quando começar o projeto, (vamos) fazer o nosso pãozinho quentinho para nossas crianças que frequentam a associação”, conta.  

Além dos pães, a equipe já entregou 560kg de sabão em pedra, e 1,2 mil litros de água sanitária para as famílias. “A gente sabe que essa pandemia é muito preocupante, principalmente para o pessoal de periferia, de comunidades carentes, que não tem muito onde deixar os filhos. Muitas pessoas, às vezes, em um espaço muito reduzido”, contextualiza dona Laura. O projeto contou com doações da Pedra Branca Empreendimentos Imobiliários.

 

Projeto Dorcas

Famílias de 95 crianças que participam do Projeto Dorcas, no Frei Damião, estão sendo beneficiadas com cestas básicas e vale-compras durante o isolamento social. A partir de uma vaquinha online, que continua aberta para contribuições, 80 famílias já foram beneficiadas com R$ 80 para gastar em produtos específicos, como leite, proteínas, legumes e frutas, em supermercados da região. A entrega das cestas básicas se estende a famílias da comunidade que não integram o Dorcas.

A segunda etapa do projeto começa nesta quinta-feira (2), quando serão entregues um vale-compras e mais um kit de higiene e limpeza. O grupo ressalta a importância das doações, visto que grande parte das famílias envolvidas na instituição vive a partir de serviços informais e está sem remuneração.

Quer ajudar com algum valor? A vaquinha do Projeto Dorcas está disponível no link a seguir: https://bit.ly/2UyjoI8. 

 

* Sob a supervisão de Luciano Smanioto



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