Idealismo

Artigo enviado pelo doutor Juarez Nahas, que assinava a coluna "Falando Sério"

f4ea5df71c8568f9198cd9551bd3f578.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Juarez Nahas

 

Estava eu, em Balneário Camboriú, ouvindo e assistindo, na praça atrás do shopping, a pessoas cantando, outras dançando e a maioria aplaudindo. Sempre que aparece algum cantor conhecido, ele é convidado a cantar. Ontem, não foi diferente. Surgiu um cantor com uma voz espetacular, começando a cantar sucessos nacionais e estrangeiros. Todos dançavam felizes, e quando ele terminava a música, era vibrantemente aplaudido.

Gostei de todas as músicas, mas a que mais mexeu com meus sentimentos foi a que falou nos Beatles e nos Rolling Stones, porque me fez recordar muitos anos da minha vida, do idealismo que me fazia lutar, sempre, por um país mais sério, mais ético, comandado por pessoas que demonstrassem amor à Pátria, que fossem honradas em suas profissões, que tivessem competência para aplicar os conhecimentos necessários em benefício da sociedade e do país.

Lamentavelmente, o que assistimos hoje é a uma sociedade sem idealismo, onde a falta de cultura ética faz e desfaz sem saber o que está fazendo. O radicalismo político inventa “direita e esquerda”, “nazismo e comunismo”, num amontoado de “ismos” que nem eles sabem seu significado e só servem para interesses pessoais e de grupos corruptos.

Nos meus anos de vida, convivi com três ditaduras. Foram 15 anos da Era Vargas, 25 anos de ditadura militar e 15 anos de uma ditadura populista, abraçada com os corruptos de todos os partidos, numa corrupção conjunta e desenfreada, que destruiu o país.

Nos meus quase 90 anos de existência, preservando a moral, a ética profissional e social, conheci centenas de pessoas que só pensavam em enriquecer com a política, com cargos administrativos e empresas; que apenas sugavam o dinheiro público. Com suas atitudes nefastas, provocavam e provocam guerras, que matam, interna e externamente, uma juventude idealista, porque eles, os corruptos, não lutam em benefício do país.

Por tudo isso, como citei no início, emocionei-me ao ouvir o cantor entoar a referida canção. “Era um garoto que, como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones” (...) “Foram enviados para a guerra do Vietnã” (...) “E ao seu país não voltará, porque está morto no Vietnã”.

A juventude morre diariamente nestas lutas fraticidas, pelo radicalismo e fanatismo político ou religioso, criados pelos corruptos bandidos que governam e destroem o mundo, encaminhando a juventude idealista para a morte.

O mundo necessita, urgentemente, de educação, cultura, ética e muito amor.



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