6cb0a67b4b4fef36973a7ff8825fbde3.jpeg Operação do Bope apreende armamentos e grande quantidade de drogas no Morro do Gato

0ac3a0835b41e5b16caff3b32ff14882.jpg Com adesão recorde, Santa Catarina encerra maior simulado de desastres do Brasil

813ef60090e1b47463a99f8adb44bc00.jpeg IMA descarta poluição como causa da morte de peixes em Palhoça

8303186e49e5e2826970710239a3acb2.jpeg Escritórios de contabilidade são surpreendidos com autuações que ultrapassam R$ 300 mil em Palhoça

608a09476df945d09c3d51a379a0f46a.jpeg Cuidado e arte: pintura gestacional é oferecida a gestantes de Palhoça

452d7b2221ac94714721c3a11b48eac6.jpeg Filme palhocense ‘Presente’ terá sessões gratuitas em diferentes pontos da cidade

8e7014fb432b9e4e96130d5d5b12af18.jpeg Palhoça tem programação para todos os públicos, em diversos pontos

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

815e2c79201e1010aef78b887dc69bce.jpeg Marcos Túlio: atleta com história em Palhoça e carreira internacional é destaque na Gulf Magazine

02939a73093d48a6c0a43611d17cd488.jpeg Clientes ajudam a melhorar serviços da Águas de Palhoça respondendo à Pesquisa de Satisfação

a62d71eacd620a8b2ddf86663168c46f.jpeg Águas de Palhoça reforça a importância da caixa padrão para os hidrômetros

da66a669635433d02234aeb153528297.jpeg Boia da caixa d'água: um pequeno componente com grande importância

Haitianos que vivem em Palhoça estão preocupados com a situação de seu país de origem

Haiti vive as turbulências de uma catástrofe natural, com milhares de vítimas, e de um atentado que mudou drasticamente seu clima político

7eec376810a38ea18826bee2420ad023.jpg Foto: DIVULGAÇÃO/ADRA

Por: Willian Schütz*

Nos últimos dois meses, o Haiti passou por duas grandes turbulências: uma catástrofe natural, com milhares de vítimas, e um atentado que mudou drasticamente seu clima político. Essas instabilidades no país mais vulnerável das Américas fazem com que os haitianos que escolheram Palhoça como refúgio se preocupem ainda mais com os familiares que lá permanecem. Além disso, ainda são muitas as dificuldades, tanto para quem lá ficou quanto para quem aqui está.

Estima-se que milhares de vítimas seguem desaparecidas após o terremoto de magnitude 7,2 na escala Richter, que devastou o sudoeste do Haiti no dia 14 de agosto. A catástrofe deixou mais de 2,2 mil mortos e 12 mil feridos.

Pai de seis filhos, o agricultor Dumont Avenor reside na comunidade de Camp-Perrin, no Haiti. No momento do terremoto ele trabalhava do lado de fora de casa, quando ouviu um som muito forte. “Pensei que era chuva, mas não. Minha esposa havia saído com dois de meus filhos. Quando as crianças ouviram o barulho, eu lhes disse que era um terremoto e que precisavam se juntar a mim no pátio”, relembra, atônito. Dumont ainda conta que, de repente, a casa começou a tremer. “Eu fiz as crianças se deitarem no chão”, narra. 

O haitiano lembra do cenário assombroso que viveu. No caminho de volta para casa, encontrava pessoas e as colocava em uma quadra esportiva. “Muitas pessoas morreram, pessoas que conhecíamos. Isso nos abalou muito”, lamenta.

O desastre climático ocorreu em um cenário marcado por um clima de tensão política, visto que no dia 7 de julho houve o assassinato do presidente do país, Jovenel Moïse, e da primeira-dama, Martine Moïse. 

Após esses acontecimentos, imigrantes que moram na Grande Florianópolis relatam que reforçaram o contato com seus familiares, que revelam o agravamento da situação no país. 

É o caso Prisca Saul, estudante de Engenharia Ambiental e Sanitária no campus da Unisul na Pedra Branca. Com os pais e irmãos morando numa cidade no norte do Haiti, Prisca tem usado o telefone para conversar com a família. 

Prisca acredita que a ajuda externa em momentos como epidemias e terremotos é importante. “Mas chega um momento em que as forças desses países vão embora, e a situação continua”, enfatiza. Ela também diz lamentar o assassinato do presidente Moïse e conta que se preocupa com a situação política do país. 


Assistência em Palhoça

A imigração de cidadãos haitianos para o Brasil tem sido volumosa desde o terremoto que ocorreu por lá, em janeiro de 2010, matando mais de 300 mil pessoas e deixando 1,5 milhão de desabrigados. A nação brasileira possui leis de Seguridade Social e do Imigrante, que asseguram legalmente proteção social aos imigrantes. 

O Centro de Referência da Assistência Social (Cras), situado no Jardim Eldorado, contribui para as questões sociais, envolvendo essas pessoas que chegam ao município. O território de cobertura da instituição abrange os bairros Jardim Aquárius, Jardim Eldorado, Jardim das Palmeiras, Jardim Eucalipto, Passa Vinte, Pedra Branca e Ponte do Imaruim. Sendo assim, é o órgão palhocense que mais atende pessoas que chegam do Haiti. 

Entretanto, um documento elaborado pelo Cras em 2020 aponta que a comunicação entre os profissionais e os usuários haitianos é um dos principais desafios enfrentados na chegada e no atendimento desses novos munícipes.  

Em Palhoça, também situa-se a Associação dos Haitianos de Santa Catarina (Ahsc), que atua realizando apoio e incentivo cultural a esse grupo de imigrantes, facilitando sua inserção na sociedade catarinense. A sede da instituição fica no Aririú, e informações podem ser obtidas pelo telefone (48) 3342-3071.

Já a Faculdade Municipal de Palhoça (FMP) também contribui, desde 2015, com projetos que envolvem ensino da Língua Portuguesa para estrangeiros, que vêm sendo muito procurados nos últimos anos. 


Ajuda Organizada

Nesse momento delicado, há diversas organizações não-governamentais (ONGs) ajudando a levantar fundos para os haitianos. Uma delas é a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra) Internacional, que definiu a meta de atender a população local com tendas, lonas, kits de abrigo, comida e água em St'Louis du Sud, Les Cayes e em Camp-Perrin.

Para lograr seu objetivo, a agência está liderando uma mobilização mundial para angariar recursos. No Brasil, a campanha #JuntosPeloHaiti começou no dia 16 de agosto.

Presente na ilha há mais de 30 anos, a Adra trabalha em parceria com o Hospital Adventista do Haiti (HIH), situado em Diquini, a cerca de 120 quilômetros do epicentro. 

Para apoiar o trabalho no atendimento à população do país, é possível fazer uma doação via PIX, com a chave: juntospelohaiti@adra.org.br. A chave é um e-mail que também pode ser utilizado para contato.

* Sob a supervisão de Alexandre Bonfim

 

Quer participar do grupo de WhatsApp do Palhocense?

Clique no link de acesso!



Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg