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"Minhas bandeiras são: social e segurança pública"

Palhocense entrevista o candidato a deputado estadual Bispo Sargento Luiz Alberto

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Bispo da Igreja Batista e sargento da Polícia Militar de Santa Catarina há 34 anos, o candidato a deputado estadual Luiz Alberto da Silva, de 53 anos, nasceu em Florianópolis e atualmente mora no Centro de Palhoça, onde atua com trabalhos sociais há mais de 12 anos. O sargento Luiz Alberto é casado há 30 anos e tem um filho. Ele concorre a uma cadeira na Alesc pelo PSC.

Jornal Palavra Palhocense - Qual a importância de Palhoça ter um representante na Alesc?
Bispo Sargento Luiz Alberto - Palhoça cresceu assustadoramente. Podemos observar que temos um representante só, sendo que Palhoça tem condições de ter até dois representantes. O palhocense não pode é votar em candidato de outro município, temos que votar em candidatos de Palhoça. Se possível ter dois representantes melhor ainda, afinal, é uma cidade que tem “ene” necessidades e por isso precisa de representação.

JPP - Qual a principal bandeira que pretende defender na Alesc?
Bispo - Há oito anos eu me preparo para assumir uma das 40 cadeiras. Eu me qualifiquei em todos os aspectos, no aspecto social, profissional, no aspecto de estudar nossa região, estudar Santa Catarina e principalmente Palhoça. Eu tenho duas bandeiras muito fortes que vou trazer para o município, que são o social e a segurança pública, onde eu sou especialista nas duas.

JPP - Mesmo não sendo da atual sigla do prefeito de Palhoça, como se daria a relação da sua legislatura com a administração municipal?
Bispo - Vou ser um amigo do prefeito, amigo de Palhoça, não estou aqui para defender bandeira de briga, de confusão. Quero ver o município de Palhoça e toda região metropolitana da Grande Florianópolis crescer. Eu moro em Palhoça, meu filho frequenta escola em Palhoça, compro no mercado de Palhoça, eu sou um palhocense. Como palhocense, quero o melhor para o município, não posso fazer política com briga partidária; sou um homem inteligente, preparado. Vou me sentar com o prefeito, com qualquer pessoa que seja, e vou conversar com educação, com projetos, vou cobrar, vou trazer recursos, porque meu trabalho tem dois itens fortes: legislar e fiscalizar. Quero trazer recurso para Palhoça para ajudar, não importa quem seja o prefeito.

JPP - Como tem sido a receptividade da sua candidatura junto ao eleitorado?
Bispo - Eu vejo que o nosso trabalho já vem de um bom tempo e que estamos trabalhando em favor do cidadão palhocense, dos menos favorecidos, dos que não têm sonhos, não têm vida. Eu vejo em Palhoça muito sofrimento, a gente que é do social, da segurança pública, se não fizer um trabalho conjunto vai ver muita criminalidade, muita situação caótica. Palhoça hoje já acendeu o sinal de alerta: da região metropolitana da Grande Florianópolis, é o município que está com mais problema na área da segurança pública.

JPP - De fato, a segurança pública tem sido um problema constante em Palhoça. Como deputado estadual, como pretende ajudar a combater a criminalidade?
Bispo - Esses dias eu estava conversando com um amigo comerciante aqui do Centro que estava abrindo sua loja e perguntei pra ele qual era sua expectativa. Ele me respondeu que ficava sempre temeroso, apavorado, pensando que alguém poderia aparecer com uma arma branca ou de fogo, o assaltar e ainda tirar sua vida. Hoje a nossa praça central virou ponto de drogas, ali os traficantes estão vendendo drogas, sei disso porque moro na praça e observo. A PM precisa de viaturas decentes, carros bons, assim como armas melhores, pois a arma usada é ultrapassada e não dá nenhuma segurança para o policial - isso sem falar dos coletes à prova de balas, que estão todos vencidos. Não se faz segurança pública com achismos, Palhoça hoje tem o maior número de moradores de rua da região metropolitana da Grande Florianópolis. Hoje Palhoça se tornou uma cracolândia, você anda pela rua na iminência de ser assaltado. Na última semana, abordei um cidadão, vindo do Mato Grosso do Sul, que estava com uma arma na sua bolsa tentando assaltar uma senhora. Se for fazer um pente fino no Centro, vamos encontrar pessoas com passagem pela polícia e até mesmo com mandado de prisão que estão andando livremente no nosso meio. O cidadão de bem está acuado, isso que não estamos falando de outros bairros mais problemáticos, estamos falando do Centro da Palhoça. Precisamos ter profissionais da segurança púbica cuidando da segurança pública.

JPP - Há duas situações preocupantes em Palhoça ligadas diretamente a essa questão da segurança: as drogas e os moradores de rua. Como enfrentar esses problemas?
Bispo - A PM tem um trabalho chamado Proerd, de conscientização nas escolas, para que os jovens não venham a usar drogas. Eu trabalho na casa de apoio há 12 anos aqui no Centro, onde ela pega os moradores de rua e encaminha para as clínicas para serem internados. Eu vejo que é preciso dar uma oportunidade das pessoas que estão na rua fazer uma reintegração social. É preciso dar oportunidade para aquele cara que está faminto, maltrapilho e desesperado. A PM é uma polícia inteligente, preparada, qualificada, onde os nossos policiais têm nível superior, doutorado, pós-doutorado, então nós temos ciência, lá no núcleo da caverna, que a polícia tem que ser social. Tem que ir junto com o poder público tirar aquele morador de rua dando casa, um lugar para ele se tratar, reintegrando ele na sociedade. Nós precisamos ter uma política social, porque precisamos respeitar o ser humano, mas com um braço de ensinamento, de responsabilidade, porque liberdade é conjugada com o verbo responsabilidade.

JPP - Palhoça não tem uma estrutura complexa na área de saúde, como um hospital. Como você poderia ajudar a mudar esta realidade, se eleito?
Bispo - Nós somos da região metropolitana da Grande Florianópolis, um milhão de habitantes. Eu vejo que tem gente falando de hospital sem saber o que é saúde. Todo cidadão fala que é palhocense, mas Palhoça não tem maternidade, ninguém nasce em Palhoça. Se observar em todos os municípios da Grande Florianópolis, só temos um hospital infantil, que é o Joana de Gusmão. Na semana passada, um pai me ligou que trouxe um filho de Bombinhas e o menino faleceu dentro da ambulância, passando a ponte, em direção ao hospital Joana de Gusmão. Acho que os meus colegas que estão pleiteando uma cadeira na Assembleia Legislativa não deveriam falar de hospital, eu quero fazer e vou trazer recurso pra isso, para construir em Palhoça um hospital infantil, que tenha como anexo uma maternidade. Não podemos falar de saúde sem ter responsabilidade, fazer um hospital em Palhoça requer uma manutenção de R$ 5 milhões. Palhoça não tem condições de manter um hospital aqui, nós já temos o Hospital Regional, em São José, que só precisa melhorar. Nós precisamos de um hospital infantil para atender toda a região metropolitana, chamar todos os prefeitos da região metropolitana da Grande Florianópolis e dizer: nós vamos fazer um hospital infantil com um anexo de uma maternidade. 
JPP - A Educação é um dos grandes desafios para transformar o país em uma nação desenvolvida. Quais suas propostas para a educação?
Bispo - Não se faz educação com projeto, se faz com a mão (como diz a minha esposa, que é doutora em Pedagogia). Temos que ter curso profissionalizante, como eu fiz na escola técnica e saí preparado para o mercado de trabalho; por que o governo não trabalha em curso profissionalizante? Estou cansado de ver jovens com diplomas, inclusive um filho de um amigo que tem 32 anos, cinco diplomas e não tem qualificação profissional. O que o mercado pede hoje? Qualificação profissional. Não adianta se falar de educação sem falar para os nossos jovens de curso profissionalizante, precisamos de mão de obra especializada. Precisamos dar condições aos nossos queridos professores, eles são acuados nas salas de aula. Sou a favor de disciplina militar nas escolas, entrou em forma, cantou o Hino Nacional, nada de entrar mascando chiclete, com qualquer roupa, tem que ter uniforme. Se a educação não começar pela disciplina e pela obediência, não adianta o Estado investir. 

JPP - Muito se tem falado no problema da corrupção na política brasileira e na “politicagem”, no uso da máquina pública como cabide de empregos para cabos eleitorais. Como enfrentar esse problema?
Bispo - Quando os caminhoneiros pararam, houve um brado retumbante para que os militares assumissem o governo brasileiro. Eu sou militar e vivi a minha vida toda sendo militar, são 34 anos. Militar é cobrado, tem hora para entrar, para sair, entra pobre e sai pobre. Não vejo militar saindo rico. Ele sai pobre como entrou, porque política não tem que enriquecer ninguém, lugar de vagabundo e de ladrão é na cadeia, não importa quem seja, porque estamos ali para administrar o bem público. Não somos políticos, nós “estamos” deputados, governadores, prefeitos, senadores e tem que ser mão forte. Chegou a hora do povo brasileiro, do catarinense e do palhocense mudarem. Político de carreira nunca mais, envolvido com pilantragem nunca mais. Nosso país é lindo, maravilhoso, do povo trabalhador, honesto, guerreiro, que pode crescer. 

JPP - O trânsito é um dos principais problemas de Palhoça e região hoje. Como parlamentar, como poderá ajudar a aliviar o problema do trânsito? Que proposta teria nesta área?
Bispo - Como se pode falar de mobilidade urbana se não se tem projeto? Palhoça, devido ao fluxo de veículos, você não consegue andar, então como é que vamos prometer sem ter um trabalho? Eu vou para a Alesc para fazer projeto, então como os 40 deputados vão para lá, com uma ponte condenada e as outras duas para cair, falar de mobilidade urbana se até o elo de ligação com a ilha é deficitário? Como vamos falar de mobilidade urbana se a BR-101 foi feita uma duplicação e hoje não se anda na hora do rush? Palhoça hoje você não consegue transitar, então temos que ter inteligência emocional, fazer projetos e não prometer coisas para o povo que não pode cumprir. Não se pode resolver esse problema com um estalar de dedos, tem que ter profissionalismo, saber o que vai acontecer, atacar o ponto na origem.

Assista à entrevista na íntegra!



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