Palhoça recebe pesquisadores internacionais

Especialistas em história ambiental visitaram o Parque da Serra do Tabuleiro

fe3b1f30812fea3d7a9e6b097014b03b.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

O Centro de Visitação do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Palhoça, foi um dos locais visitados por pesquisadores que participaram do congresso de história ambiental 3rd World Congress of Environmental History, evento internacional que reuniu especialistas do mundo inteiro para debater questões ambientais de grande importância global. Intitulado “Convergences: The Global South and the Global North in the Era of Great Acceleration” (Convergências: O Sul e o Norte Globais na Era de Grande Aceleração) ocorreu entre os dias 22 e 26 de julho, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O congresso foi organizado pelo Laboratório de Imigrações, Migrações e História Ambiental do Departamento de História da UFSC, coordenado pelos professores Eunice Nodari e João Klug, em conjunto com a International Consortium of Environmental History Organizacional e a Sociedade Latinoamericana e Caribenha de História Ambiental. Com uma extensa programação, o evento debateu de forma interdisciplinar os temas importantes sobre meio ambiente, qualidade de vida, preservação e conservação de recursos naturais e humanos, entre outras questões que possuem impacto direto na vida humana e das futuras gerações.

O evento contou com representantes de países da África, China, Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos, Inglaterra, Itália, México, Argentina, Uruguai, Chile, Suécia, Índia, entre outros povos que se somaram a brasileiros de todas as regiões para discutir pesquisas e experiências sobre sustentabilidade, agricultura, ecologia e ambientalismo em escala global.

Além das mesas de discussões, os participantes também puderam conhecer uma parte da cultura e da organização social de Santa Catarina, sendo acompanhados por pesquisadores nas regiões de Florianópolis (Centro e Norte da Ilha), Serra Catarinense (cultura do vinho) e também a sede do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Palhoça. “A realização de um evento deste nível no Brasil renova a esperança de que a questão ambiental mundial tem alicerces sólidos nos debates sobre a importância da preservação ambiental nas práticas econômicas e sociais, alavancando a busca por alternativas de vida e produção sustentáveis, tornando legítimas as práticas ambientalmente corretas, socialmente justas e economicamente viáveis, de modo que as futuras gerações possam permanecer em sociedades com maior qualidade de vida”, aponta a historiadora e professora Cristiane Fortkamp, que escolheu o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro como tema do Trabalho de Conclusão de Curso e também da Dissertação de mestrado. “Fundado em 1975, é exemplo de como a legislação veio estabelecendo alternativas de adequação das atividades humanas para atender os princípios de preservação ambiental, bem como garantiu aos participantes de outras nacionalidades conhecer um pouquinho da fauna e flora do Estado de Santa Catarina, e também das comunidades tradicionais que vivem no entorno do parque”, avalia.

Os participantes também puderam conhecer um pouco da culinária local no restaurante Schutz, no Centro de Palhoça. “Todos saíram bastante satisfeitos, inclusive com o atendimento carinhoso, que não poupou esforços para acolher a todos, mesmo que as linguagens fossem bastante diversificadas”, lembra Cristiane.



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