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Apaixonada pelo Pitanga

Fusca 1975 laranja é o xodó da Adriana Maria Lehmchulh

eafa1c839dd6f064531d65eea0dc0e48.jpg Foto: ARQUIVO PESSOAL

Em uma quarta-feira chuvosa, os palhocenses puderam conhecer o Pitanga, o Fusca 1975 laranja que é o xodó da Adriana Maria Lehmchulh, de 42 anos. Adriana saiu de Florianópolis, onde mora, para prestigiar um dos encontros que a Confraria Volks de Palhoça costuma promover às quartas na Praça das Bandeiras. Os encontros reúnem colecionadores e apaixonados por carros antigos; a grande maioria, homens. É raro encontrar uma mulher que cultive um hobby como esse, mas Adriana quer mudar essa realidade. Ela deixa um recado para as mulheres que partilhem do mesmo interesse: “Não deixem de realizar seus sonhos e suas vontades”.

Ela não deixou de realizar o sonho dela. Quando era casada, o marido não a incentivava, então, o sonho ficou adormecido lá dentro do coração. Com a separação, há um ano, veio a liberdade de levar seus projetos pessoais adiante. Curiosamente, foi em um momento de dificuldade que tomou a decisão de comprar o Pitanga. O Fusca do irmão, André, havia sido roubado. Foi encontrado tempos depois em um desmanche em São João Batista. Estava todo detonado, e amigos fizeram uma mobilização nas redes sociais e organizaram eventos para arrecadar os recursos necessários para a reforma. Foi nesses encontros que o velho sonho ganhou alma.

No final de dezembro do ano passado, Adriana comprou o Pitanga, seu primeiro carro, sua maior conquista. “Sou uma pessoa apaixonada por Fusca. Sempre sonhei em ter um, desde pequena”, revela. Talvez o carro seja o símbolo palpável de um nostálgico passeio ao passado. Nascida e criada em Florianópolis, aos oito anos Adriana mudou-se com a família para o interior. Na época, o pai tinha um Fusca creme e logo em seguida comprou um novo Fusca, azul, o famoso “azul calcinha”. Aquele carro virou seu companheiro inseparável de todo final de tarde. “Onde morávamos, não tinha luz. Quando a gente queria escutar música, escutar uma rádio, uma notícia, alguma coisa assim, a única coisa que a gente podia contar era com o radinho do Fusca”, relembra. Todo final de tarde, ela escutava numa estação de rádio o “Momento do Rock”, embalada pelas canções de Pink Floyd, Led Zeppelin, Scorpions e outros clássicos do rock’n roll. “Eu era a única menina no meio de 16 meninos. A única companhia que eu tinha, o único momento que eu tinha só meu, era quando eu estava dentro do Fusca, viajando, olhando as estrelas. Era um lugar mágico, onde a gente morava. Tenho recordações pro resto da minha vida de um lugar onde vivi muito feliz”, destaca.

Por enquanto, só passeia de carona. Adriana ainda está tirando a carteira de motorista. Quem dirige o Pitanga pra ela é o filho, Douglas Andrino Lehmchulh Vieira. “Ele não gostava de Fusca, mas hoje mudou de ideia, já ama esse carro. Já foi picado por esse bichinho da ferrugem”, diverte-se a colecionadora, que não vê a hora de trazer o Pitanga para dar mais um passeio em Palhoça. “Eu queria ir todas as quartas-feiras, mas infelizmente a gente não tem condições, é muito longe pra mim. Fui numa noite de chuva, uma louca. Mas quem ama esse carro sabe que vale a pena estar junto de outros apaixonados”, pondera. Nesses encontros, Adriana encontra não só outros carros antigos, mas sua “nova família”. “Acaba se tornando uma família, um pode contar com o outro, e uma família de verdade, que hoje em dia a gente não encontra por aí”, considera.

E é a essa família que ela recorre toda vez que enfrenta algum perrengue com o bom e velho Pitanga. “Sabe como é carro velho, sempre tem problema. Já estive várias vezes na oficina, já fui guinchada, hoje já estou aprendendo a lidar com os probleminhas dele”, garante. Aprendeu tão bem que, certa vez, depois de gastar dinheiro com mecânico sem conseguir solucionar o problema, ela mesma deu uma “garibada” no Fusca e fez funcionar. Com Fusca é assim: a paixão faz toda a diferença!



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